
Acho que essa é a pergunta que eu mais recebo por e-mail. É um tema bem polêmico, principalmente na igreja. Gostaria de deixar bem claro que eu não sou a dona da Verdade e o único que a detém é Deus. Entendo que devemos buscar e lutar pelo o que é bíblico e não doutrina de homens. Se você discordar dos pontos aqui contidos e tiver um embasamento maior do que o apresentado nesse pequeno texto, fique à vontade para expor suas opiniões nos comentários. Também é necessário dizer que esse é um tema que merece uma análise mais detalhada e o que fiz aqui foi só uma rápida exposição das coisas que tenho aprendido, estudando o tema há algum tempo. A análise mais aprofundada e criteriosa você vai encontrar no livro que lançaremos muito em breve.
O que mais há no meio cristão é a falta de informação. Isto tem destruído o povo de Deus em todas as áreas: financeira, familiar, física, espiritual, emocional e também na vida sexual. Nesta última, é triste evidenciar que a vida sexual cristã, para a maioria dos casais, é totalmente privada de prazer e frustrada por pelo menos um dos cônjuges.
O que esta acontecendo com o povo de Deus? O que as igrejas nunca mostram e até evitam tocar no assunto por tabus, ignorância e hipocrisia é que 86% dos divórcios entre evangélicos estão ligados à disfunção e incompatibilidade sexual. Uma vida matrimonial frustrada no sexo é o estopim para todos os outros desentendimentos.
Posso isso? Posso aquilo? Tem gente que acha errado, tem gente que acha que é certo. Existem muitos "achismos" por aí e pouco embasamento bíblico. Se eu fosse apenas expressar minha opinião, diria que sou do time das pessoas que acham que essa decisão é do casal - se os dois estão afim e em comum acordo, não vejo o menor problema. Já havia perguntado isso para o Pastor Silas Malafaia (que tem meu total respeito, muito embora eu discorde dele no quesito "finanças" - que não tem nada a ver com esse tema) por e-mail, e ele me respondeu exatamente isso:
"Defendo que, se foi Deus quem instituiu o casamento e se Ele, que poderia, não interfere na intimidade do casal, pessoa alguma tem autoridade para ditar o que é permitido ou não na relação conjugal."
Se o seu marido te obriga a fazer o sexo oral, não existe amor, então está errado. Agora, se você sabe que para ele é prazeroso e faz para agradá-lo, sem culpa nenhuma, não há problema. Isso quer dizer que se você quiser ou não quiser praticar isso, é uma escolha só sua com o seu marido. É claro que se você não concorda com essas práticas sexuais, deve estar achando estranho que um pastor tão esclarecido (e que já participou de comissões responsáveis pelas traduções da Bíblia) diga uma coisa dessas, já que a Bíblia é "tão clara" sobre essas coisas, né? Neste texto, vamos tentar o máximo possível deixar as opiniões pessoais de lado e usar a Bíblia Sagrada para buscar as respostas.
Esses temas que envolvem a sexualidade são cercados de tabus na sociedade moderna, principalmente no que diz respeito ao meio evangélico onde esses temas chegam a ser "satanizados". Contudo, a sexualidade é um assunto bem abordado pela Bíblia, tendo inclusive um livro predominantemente erótico, o livro de Cantares de Salomão, que em segundo plano prefigura Cristo e a Igreja.
Portanto, quando abordamos a questão da sexualidade humana, como cristãs, temos, em primeiro lugar, que recorrer à Bíblia. Apesar de não ser um “guia sexual”, com certeza tem muito a nos ensinar nesta área. A princípio, vale a pena lembrar, que o sexo é uma criação divina. Não foi o diabo quem criou os órgãos sexuais, não foi ele quem nos implantou os hormônios sexuais. Deus nos fez seres sexuados, nos criou com distinção sexual: macho e fêmea. E após ter criado, disse que era muito bom o que tinha feito. E nos deu a ordem: crescei e multiplicai. É, portanto, o sexo uma criação do próprio Deus, que se deu, inclusive, antes da introdução do pecado na família humana.
Na intimidade do casamento há uma inocência erótica presumida, uma completa ausência de culpa. Não existe vergonha nessa relação, mas sim uma realização mútua, pois este é o propósito de Deus para os cônjuges que estão sob a benção divina.
Todos nós temos conceitos preestabelecidos sobre várias coisas. Muito do que entendemos sobre sexo é consequência da forma como fomos criados. O que precisamos entender é que existem preceitos ordenados por Deus e doutrinas criadas por homens. Precisamos deixar cair o véu da ignorância e isso só será possível mediante rigorosa análise e correta interpretação das Escrituras. Afinal, não queremos ser chamados de “bitolados” (pessoas que tem uma crença sem saber o porquê e que não admitem outros pontos de vista), né? Eu pelo menos gosto de saber em quê eu creio e por quê eu creio.
Para começar essa análise, com base em textos bíblicos, estabeleci dois princípios da intimidade da relação segundo o padrão de Deus (existem outros, mas foquei nesses para tentar iniciar uma resposta à essa questão):
1º PRINCÍPIO: Deve a mulher satisfazer sexualmente seu marido, e este deve satisfazer sexualmente a sua mulher. "O marido pague à mulher o que lhe é devido, e do mesmo modo a mulher ao marido". (1 Co 7.3). No casamento os cônjuges devem buscar a realização mútua através do amor. Não é a mulher objeto sexual do homem, assim como não é o homem objeto sexual da mulher, ambos mutuamente devem realizar-se. Neste ponto eu posso dizer, pela experiência que tenho lidando com mulheres casadas, que uma parcela muito grande delas nem sequer sabe o que é um orgasmo de verdade. Muitas acham que o prazer sexual em si é um orgasmo e nunca chegaram perto de um “ápice” sexual. O pior é que muitos maridos também não entendem, afinal, se a mulher não se conhece, como poderá dizer ao marido o que ele deve fazer para satisfazê-la?
2º PRINCÍPIO: No casamento os cônjuges são livres para lutarem e crescerem no prazer e no corpo um do outro, até atingirem o limite máximo. A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido; e também da mesma sorte o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher. (1 Co 7.4) Deus entende o mistério da intimidade, e tudo que for praticado dentro do casamento deve gerar amor e satisfação mútua. Não estamos numa relação para sermos julgados por ninguém, apesar de alguns se acharem na condição de julgar outros casais.
Os pontos erógenos mais sensíveis são diferentes para cada pessoa e provocam reações diversas à estimulação. A melhor forma para descobrir o próprio “mapa erógeno” e o do cônjuge é a exploração mútua.
Muitas pessoas desinformadas que não sabem o significado de hermenêutica bíblica ou exegese pegam textos e os interpretam ao seu bel prazer, transferindo para a Bíblia suas convicções pessoais. Temos que aprender a separar convicções pessoais (aquilo que eu acho certo ou errado), daquilo que realmente Deus nos ensina. Já ouvi alguém dizer: “a mesma boca que você usa para evangelizar não pode ser usada para algo desse tipo”. Essa pessoa parte do princípio de que é algo “sujo” o órgão sexual do cônjuge ou o próprio ato sexual, sendo que deveria encarar como algo santo (a palavra SANTO significa "separado por Deus" e é exatamente isso que Deus fez com o sexo, o separou para ser um momento sublime dentro do casamento).
Em toda a Bíblia quando Deus se refere “deixar o uso natural, contrário à natureza”, se você observar bem o contexto, Ele está se referindo à homossexualidade e não estipulando limites dentro do casamento. Deus limitou algumas coisas em relação à sexualidade do ser humano: sexo fora do casamento (antes do casamento = fornicação, prostituição; estando casado = adultério), homossexualidade (“paixões infames”; “mudando o uso natural”), sexo com animais, incesto, etc... mas dentro do casamento ambos estão sob uma bênção e não só podem, mas como devem explorar as zonas erógenas um do outro (todas as partes do corpo que possuem terminações nervosas que provocam o desejo sexual), desde que haja consentimento mútuo.
Ah Karol, até aí tudo bem, mas e o versículo mais polêmico que fala de "sodomia"? Sobre isso o versículo que gera debate é o de 1 Cor 6:9-10:
"Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarento, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus". (Tradução de João Ferreira de Almeida)
Agora eu vou falar de algo que a maioria dos cristãos está por fora (justamente por falta de conhecimento e pesquisa) e tentar esclarecer isso:
Sodomita. Essa palavra tem origem na descrição Bíblica de Sodoma e Gomorra. Estudos bíblicos mais recentes entendem que o pecado de Sodoma é a injustiça e a anti-hospitalidade. Outra teoria diz que o motivo da ira Divina sobre Sodoma e Gomorra, era o abuso sexual e a intenção de fazer o mal ao próximo. Esses estudos pregam que os sodomitas eram tão perversos que desejavam humilhar os forasteiros, abusando-os pela simples razão de serem estrangeiros. E dizem ainda que a intenção dos habitantes pode ser entendida apenas como vontade de fazer o mal. De fato, Ezequiel faz essa interpretação dos sodomitas: "Ora, este foi o pecado de sua irmã Sodoma: ela e suas filhas eram arrogantes, tinham fartura de comida e viviam despreocupadas; não ajudavam os pobres e os necessitados (Ezequiel 16:49).
Ok Karol, mas isso não muda o fato de estar escrito "sodomitas" e hoje em dia o sentido ser outro no meu dicionário. Tudo bem, o objetivo até então foi o de mostrar que alguns termos mudam de maneira significativa seu significado, ou pelo menos há uma distorção da interpretação. Para que ninguém pense que isso é “forçar a barra”, vamos pegar outro exemplo clássico à esse respeito:
Se você parar algumas pessoas na rua para perguntar o que elas acham que significa a palavra Prostituição, possivelmente todas ou quase todas dirão que é vender o próprio corpo em troca de dinheiro, ou seja, favores sexuais por dinheiro. Contudo, segundo a Bíblia, basta que um namorado faça sexo com a namorada para ambos estarem fornicando e se prostituindo, pois prostituição é o ato ou prática de relações sexuais promíscuas, ou seja, desordenadas segundo o padrão bíblico (e não somente quando é cobrado pelo sexo). Se Deus manda casar e só depois fazer sexo, descumprir essa ordem é prostituição. Se Deus manda não cometer adultério, quem o fizer estará se prostituindo. Dessa forma podemos entender que o enfoque mudou em relação à abrangência original do significado. Esse era o sentido original, mas com o passar do tempo a palavra foi ganhando um certo direcionamento a ponto de ninguém mais associar seu significado ao sexo desregrado segundo os padrões bíblicos e tão comente à venda do corpo por dinheiro (exceto quem lê e estuda a Bíblia). Quando um visitante entra em uma igreja e ouve o pastor ou padre falando que as pessoas não devem continuar na prostituição, o que será que a pessoa vai pensar? "Opa, isso não é comigo, final, eu não vendo meu corpo, nem contrato prostitutas!" É exatamente por esse motivo que é necessário uma constante atualização das traduções bíblicas, para que o sentido original não se perca.
Tudo bem, se tudo o que eu disse até agora não foi o suficiente para que você se convença da realidade, vamos nos ater aos fatos e nos aprofundar mais um pouco: a tradução do grego (em algumas versões) também foi mal interpretada (tanto que a maior parte das novas versões vêm corrigindo esse erro!). Vamos esmiuçar mais um pouco. Na passagem de 1 Cor 6:9-10, temos dois termos nos escritos originais que chamam a atenção:
“Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem "malakoi", nem "arsenokoitai", nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.”
Ambos os termos estão próximos e não é atoa, pois tratam de duas facetas da mesma coisa - homossexualidade! A palavra grega "malakoi" significa homossexuais passivos, o equivalente a “homens e meninos que se permitem serem usados sexualmente”. Já "arsenokoitai" significa o contrário: homossexuais ativos, pessoas que geralmente preferem desempenhar um papel mais dominante durante o sexo. Aí é que se encontra a grande confusão, pois o termo “arsenokoitai” foi traduzido pela versão mais popular da Bíblia em português (Ferreira de Almeida) como “sodomitas”, numa referência histórica ao comportamento homossexual generalizado de Sodoma e Gomorra. O problema é que essa tradução gerou interpretações modernas errôneas, por isso, a maior parte das novas versões vem atualizando essa tradução de maneira a não causar confusão e chegar o mais próximo possível do sentido original.
Desta forma, a tradução mais explícita e correta é: “Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos, nem os homossexuais ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus” (1 Co 6.9-10).
Uma das minhas Bíblias aqui em casa até reduz os dois termos em apenas um: homossexuais. Para que não haja dúvidas, estou falando da Nova Bíblia Viva (uma das versões mais populares da atualidade e que vende em qualquer loja evangélica do país).
Odayr Olivetti, um dos tradutores de outra versão (que corrobora com essa mudança), explica que “a comissão procurou fazer uma tradução clara, distinguindo bem os termos, e se respaldou não só na abrangência geral dos termos gregos, mas também no contexto geral das epístolas paulinas".
Enfim, essa passagem bíblica não se refere ao sexo anal feito entre marido e mulher com consentimento mútuo e prazer. Os dois termos foram empregados lado a lado para enfatizar que tanto os homossexuais ativos como os passivos estão no erro! Se o que falamos aqui não for suficiente, estude os textos bíblicos nos idiomas originais. É fácil hoje comprar em qualquer loja evangélica uma versão original na Bíblia ou do Novo Testamento em grego e verificar estas palavras. Compre também um dicionário, veja as raízes das palavras no grego.
Se não é pecado, eu tenho que fazer? Calma lá, eu não disse isso! Há coisas no nosso dia-a-dia que a Bíblia não condena, mas mesmo assim optamos por não fazer. Afinal, “todas as coisas me são licitas, mas nem todas as coisas me convêm”. Nosso papel agora é analisar se “convém” adotar essas práticas. Antes de nossa opinião final sobre o assunto, quero abordar somente mais um aspecto: o fisiológico.
Alguns médicos dizem que a prática frequente do sexo anal pode afrouxar os músculos do ânus e esfíncter. Esses profissionais expõem que se a relação anal for introduzida no cotidiano do casal, em um período longo de anos isso poderá levar a uma incapacidade total de retenção de fezes ou gases intestinais (principalmente se levarmos em consideração que já existe uma redução normal do controle dos esfíncteres com a idade avançada). Em português claro, se a esposa tem menos de 30 anos e fizer sexo anal com muita frequência, pode ser que aos 50 ou 60 ela faça cocô nas calças (tendo que usar fraldas) e o pum vai passar direto! Pode parecer engraçado, mas a situação é séria. Não quero aterrorizar ninguém, mas precisamos abordar o assunto de ângulos diferentes, para chegarmos a uma conclusão.
Nessa mesma linha, precisamos entender que homens e mulheres se expõem a alguns perigos quando acontece o coito anal (se não houver proteção). Para os homens existe o risco de infecção da uretra, que aumenta consideravelmente em decorrência do contato com micro-organismos quase sempre presentes no ânus ou no reto. As infecções mais frequentes são a uretrite e a hepatite B. Para mulheres, a implicação mais frequente é a vaginite, causada por bactérias ou fungos que passam do ânus à vagina, levados pelo pênis ou pelo dedo.
Vamos ao que realmente interessa: a maioria dos cristãos não tem dúvidas de que é lícito fazer sexo oral (tanto que até deixamos ele um pouco de lado aqui na argumentação), mas com relação ao sexo anal temos que levar em consideração mais uma coisa, que na verdade é a grande questão entre homens e mulheres no casamento: a DOR e o SOFRIMENTO! Esse sim deveria ser o “X” da questão. Esqueçamos por um momento o sexo anal e vamos falar de AMOR. Neste ponto, falo particularmente para os maridos: O amor não faz mal ao próximo. Se você ama sua esposa, não vai ter prazer em vê-la sofrer, vai? Se você se diz cristão, o Espírito Santo habita em você e isso provavelmente vai te incomodar bastante. Às vezes, o desejo acaba passando por cima deste incômodo. O conselho que costumo dar a estes homens é: O amor não faz mal ao próximo, e se sua mulher sofre com o sexo anal, por amor a ela (e a Deus), você não deve fazer. É importante que vocês conversem sobre essa sua necessidade e orem juntos por isso. Lembre-se que ela é o "vaso mais frágil" e tem, portanto, preferência na relação.
É claro que recebo vários e-mails de mulheres dizendo que sentem prazer nesse tipo de relação, portanto, não podemos ignorar o fato de que nem sempre é o homem que insiste, às vezes a mulher é que quer (posso até não compreender isso, mas respeito e aceito esse fato na hora de aconselhar). Imagino que essas mesmas pessoas estão doidinhas para me mandar um e-mail perguntando: “E se o sexo anal entre marido e mulher for feito de vez em quando, com consentimento mútuo, usando camisinha para evitar infecções (sem posterior penetração vaginal) e sendo prazeroso para ambos?
Do ponto de vista fisiológico, se for “de vez em quando” e com camisinha, não há riscos à saúde, portanto, não haverá danos ao corpo (Templo do Espírito). E se for feito com consentimento mútuo para que ambos sintam prazer, não haverá falta de amor.
Existem muitas coisas que a Bíblia não proíbe, mas as pessoas decidem não fazer. Nós vimos nesse "mini-estudo", preparado por mim e por meu marido, que a bíblia não proíbe o sexo anal (nas condições aqui apresentadas), muito menos o sexo oral. Entendemos que se tudo for feito da maneira correta e nas condições supracitadas, não há dano físico. Este é o momento em que muitos gostariam de ouvir: “então vai lá e manda ver”. A maioria está esperando uma simples resposta: "sim, pode fazer" ou "não, não faça isso!". Contudo, existem outros aspectos que ainda influenciam a decisão do casal. Não tenho a intensão de decepcioná-los, mas meu papel aqui não é dizer se você deve ou não fazer alguma coisa. Minha intenção é remover uma possível ausência de conhecimento sobre o assunto, para que com a verdade vocês tenham liberdade de decidir o que querem fazer. O conhecimento nos liberta da ignorância. Estudem, leiam e principalmente, aprofundem sua fé. De fato, essa é a melhor dica que eu posso dar: busquem intimidade com Deus. Fazer isso ou aquilo não atrapalha o relacionamento de vocês com Deus? Conseguem ficar em paz? Então faça. Se mesmo lendo tudo o que foi exposto aqui você ainda entende que isso te afasta de Deus, então não faça.
As passagens do Novo Testamento que ensinam sobre o relacionamento sexual entre marido e esposa começam ou terminam com uma ordem de mutualidade. Cada um deles precisa ter suas necessidades satisfeitas, e isso significa que ambos devem descobrir o que é agradável para o outro. A intimidade de nenhum casal serve de paradigma para todos os demais. Se você é feliz em seu casamento, continue, seja cada vez mais.
Creio sinceramente e reafirmo que nenhum pastor, padre, psicólogo ou amigo pode intrometer-se na intimidade do casal. Nenhuma pessoa deve ensinar mais do que a Bíblia ensina, nem proibir o que a Bíblia não proíbe. Repito: não podemos confundir convicções pessoais com a vontade de Deus. Temos que aprender a pegar a nossa Bíblia, lê-la e interpretá-la, usando nosso intelecto e pedindo orientação a Deus. Saiba que antes de tudo, você precisa se sentir bem (e em paz!) com o que está fazendo. Não adianta alguém determinar o que é certo ou errado pra você, dentro do seu casamento. Vocês me pediram uma opinião e eu estou dando. Mas não deixe que ninguém (inclusive eu) determine o que você vai fazer ou deixar de fazer. Nem Deus fez isso, não deixe que algum ser humano imponha esses limites. Apenas viva em paz com Deus, dentro dos seus princípios e feliz com a pessoa que se uniu a você!
Marido tem liberdade pra pedir o que quiser, e eu tenho liberdade pra aceitar o que eu quiser.